quarta-feira, outubro 29, 2008

Grupo Ultimo Tipo


Grupo Último Tipo


O Último Tipo é um Grupo musical criado em Goiânia em 1988, que pesquisa o teatro na música seja no palco ou em gravações. A cênica é tão importante em seu trabalho que muitas vezes é considerado como uma troupe de atores. E realmente no seu espírito está o teatro mambembe e o clown, fazendo freqüentemente espetáculos de rua e apresentações itinerantes à moda dos trovadores medievais.

O vocal é sua base e tem como proposta a inovação. Déo Piti, Jara Carvalho, Lóra Brito e Velú Carvalho fazem um trabalho rico em detalhes. Os arranjos e composições são cheios de dissonâncias, ritmos sobrepostos e falas incidentais que dão dinâmica e prendem a atenção quando unidas a ação cênica. No acompanhamento, violão e uma percussão que chama bastante a atenção por incluir instrumentos diferentes como espátulas de pedreiro, um triângulo que não é triangular e que já foi um suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê, chaves velhas, dentre outras. Têm referências em Hermeto Pascoal, Arrigo Barnabé, Mutantes, Premeditando o Breque, Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, dentre tantos outros. Uma das faces mais fortes do grupo, além da presença de palco, interatividade e vocal são as suas composições brincalhonas, cheias de ironia e bom humor, sendo elas as responsáveis pela criação deste estilo que hoje o Último Tipo utiliza também para interpretar canções de outros compositores da Música Brasileira.

Os figurinos exóticos são sempre confeccionados com materiais recicláveis, como cartões telefônicos, garrafas pet, discos de vinil e tudo o que a criatividade permitir. Maquiagens fortes, aliadas à arranjos vocais de "última geração", interatividade e sensibilidade fazem com que o público se enfeitice com esse trabalho.


"Animambembe"se baseia na irreverência, informalidade e alegria. O repertório é montado como um quebra-cabeças, que varia de acordo com a platéia e seu ritmo próprio. Buscam sempre o que há de mais cênico e assim forma-se uma cumplicidade raramente conseguida em um espetáculo musico-teatral.

Para esta apresentação, durante a exposição de “Produção Fonográfica Infantil” no MIS escolhemos Canções que não podem faltar como "A Galinha Có cóuá" (Ves. Edgar poças), "O Trenzinho" (Edgar Poças), "A Casa" (Toquinho e Vinícius), "Tem gato na Tuba" (Braguinha), "O Pato" (Bacalov, Toquinho e Vinícius), "Infantil" (Jara e Déo), "O Monjolo do Seo Lindorfo" (Jara e Déo), "O Circo" (Batatinha) e "Ponta de Areia" (Milton Nascimento e Fernando Brant). A interatividade é um dos pontos altos, cujo público é, muitas vezes, convidado a participar. Por vezes a própria platéia é o palco onde poderá ocorrer o inesperado.

Ficha Técnica / Animambembe:

Déo Piti: Voz e percussão
Jara Carvalho: Voz, Violão e efeitos
Lóra Brito: Voz e efeitos
Velú Carvalho: Iluminação

Um comentário:

FORTES disse...

ME CHAMO LUCIANO FORTES, SOU NATURAL DE GOIÂNIA/GO E ESTOU PUBLICANDO ESTE COMENTÁRIO POIS REALMENTE FIQUEI MUITO TOCADO NAVEGANDO PELO BLOGGER. QUERO DE TODO CORAÇÃO PARABENIZAR A TITULAR DO BLOGGER, PARABENIZAR PELA RESPONSABILIDADE E AMOR EM RESGATAR TODAS ESSAS OBRAS TÃO IMPORTANTES E QUE NUNCA DEVEM SER ESQUECIDAS.
REALMENTE TEM FEITO UM TRABALHO IMPRESSIONANTE E VALIOSO PARA A MEMÓRIA DOS ARTISTAS, MÚSICAS E DA ARTE BRASILEIRA.
AQUI ENCONTREI "PÉROLAS PERDIDAS" QUE ME FIZERAM RECORDAR MINHA INFÂNCIA E A MEMÓRIA DOS MEUS PAIS.
MINHA MÃE FALECEU EM MARÇO/2008 E EM TODO ANIVERSÁRIO DA FAMÍLIA ELA CANTAVA (Feliz aniversário luz dos olhos meus...) UMA MÚSICA DE UM PEQUENO E VELHO LP QUE VEIO A SE PERDER COM O PASSAR DOS ANOS E QUE ERA UMA LEMBRANÇA VAGA E PRESENTE EM MINHAS MEMÓRIAS.
AQUI ENCONTREI O LP, AS MÚSICAS E FIQUEI SABENDO TODA HISTÓRIA DO MESMO (CANTADO POR MARIA REGINA/1962).
NÃO TENHO COMO AGRADECER!
CONTINUE SEU TRABALHO, DESEJO MUITAS FELICIDADES PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA.